Sobre o Prémio

O Município de Oeiras tem ao longo dos anos assumido um papel de promotor e de patrono da poesia.

O Município de Oeiras tem ao longo dos anos assumido um papel de promotor e de patrono da poesia. Este papel tem-se materializado não só pelas diversas iniciativas que tem acarinhado, mas, sobretudo, porque possui no seu território uma infraestrutura cultural e paisagística única a nível nacional e internacional: O Parque dos Poetas.

Esta infraestrutura foi pensada para ser um lugar de fruição e lazer, mas também de descoberta dos poetas em língua portuguesa. Na primeira fase deste Parque estão representados 20 poetas do século XX; na segunda fase estão representados mais 40 poetas, do século XIII ao Século XIX incluindo autores da lusofonia.

Cesário Verde

Um dos nomes mais representados nesta infraestrutura é Cesário Verde, um dos grandes poetas do Século XIX e com uma ligação inegável ao nosso concelho. Cesário Verde é claramente um percursor da modernidade, das tendências de vanguarda e da contemporaneidade literárias. Influenciou todas as gerações vindouras de poetas. É considerado, juntamente com Camões, Pessanha e Pessoa, um dos maiores poetas da língua portuguesa. O Município de Oeiras, para além do lugar de destaque que lhe reservou neste parque, dedicou-lhe, durante anos, um Concurso de Poesia de que foi patrono e que revelou inúmeros novos e consagrados taletos literários.

Assim sendo, procurando resgatar esta prática municipal de instituir galardões que visem promover a poesia, contribuindo, deste modo, para o alargamento das literacias e da promoção da leitura desta palavra inaugural tão importante à vida, o Município de Oeiras resolveu instituir o Prémio de Poesia de Oeiras.

As razões são inúmeras, mas destacamos a importância de Oeiras continuar a protagonizar iniciativas que promovam um género literário que assume, cada vez mais, uma importância vital como espaço de liberdade, de criatividade, de apelo e confirmação da imaginação criadora. Talvez por isso, nos tempos em que vivemos, ela seja tão necessária.

Na primeira edição do Prémio de Poesia de Oeiras, no que diz respeito à categoria Revelação, rececionaram-se 614 títulos, sendo 386 oriundos de Portugal, 197 do Brasil, 15 de Moçambique, 12 de Angola, 2 de Cabo Verde, um de São Tomé e 1 não identificável.

No que reporta à categoria Consagração, rececionaram-se 119 livros, 92 dos quais de autores portugueses, 17 de autores brasileiros, 4 moçambicanos, 3 angolanos, 2 cabo-verdianos e um são-tomense.

O primeiro lugar do Prémio de Poesia de Oeiras, na categoria Revelação, foi entregue a um português, Pedro Patada relativamente à Obra “A Fagulha” escrita sob pseudónimo Pedro Teias. O Júri também deliberou entregar uma Menção Honrosa ao Brasileiro Sérgio Corrêa Miranda Filho relativamente à Obra, “A Pressa dos Dias”.

Na modalidade Consagração o primeiro lugar foi entregue ao brasileiro Eucanaã Ferraz, pelo título “Retratos com Erro” por, segundo os membros do júri “pela alta criatividade e capacidade de ironia”, “onde estabelece um diálogo frutífero com a literatura em língua portuguesa”. Edição Tinta da China.

Após alteração ao Regulamento lança-se agora a segunda edição do Concurso.

Entrega de Prémios - 1ª Edição

Cerimónia de entrega dos prémios na primeira edição do Prémio de Poesia de Oeiras, que ocorreu em dezembro de 2021

Premiado da 1ª Edição do Prémio de Poesia de Oeiras – Modalidade Revelação – Pseudónimo Pedro Teias - Português

Premiado da 1ª Edição do Prémio de Poesia de Oeiras – Modalidade Consagração – Eucanaã Ferraz - Brasileiro

Na mesa, da Esquerda para a Direita:
Representante do Patrono – Rui Alvin de Faria; Isaltino Morais, Presidente do Município de Oeiras; Jorge Barreto Xavier, Diretor Municipal da Direção Municipal de Educação, Desenvolvimento Social e Cultura; Filipe Leal, Diretor Departamento de Artes, Cultura, Turismo e Património Histórico (em 2021).